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Novamente escrevendo...
Semana que vem tem Sesshin de Carnaval.Zen carnaval.Chove.Estou lendo"Entrega ao Deus Interior" de Eva Pierrakos e Donovan Thesenga:"Nunca será demais enfatizar que a libertaçõa de si mesmo,ou a transição do estado dualista para o da união, não pode ser realizada pelo conhecimento acumulado nem pelo raciocínio teórico,tampouco por meio de estudo ou da aspiração a uma meta exterior.Não pode advir da vontade de ser diferente,do esforço de chegar a um estado que já não existe em nós.Só pode vir por meio do estar no agora,da descoberta de que tudo já existe dentro de nós,por trás da confusão e do sofrimento..."
Escrito por tania quaresma às 23h07
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continua vago lago
Com esse amor que tenho e não contenho
Irrigarei a terra seca, tanta vida brotará
tudo em nossa volta, será.
Vamos soltas os bichos
iluminar os nichos, fazer a festa!
Amar.Amar.(letra que escreví e foi musicada por André Luiz Oliveira, músico e cineasta).
Escrito por tania quaresma às 08h27
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vago lago
Sei que podemos nos dar bem
Você, terra tanta, funda, quase cratera, imensa
berço de lago, leito solitário.Eu com esse amor que tenho e não contenho
bem que posso preencher seu vago lago.
Sou olho d'água que não para de minar(continua)
Escrito por tania quaresma às 08h12
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fôgo
O fôgo devorou tudo que conseguiu ao redor da casa:plantas, pedaços de madeira,livros e guardados antigos que tomavam sol para espantar a possibilidade da hantavirose...
As árvores que sobraram ficam pertinho de onde teclo e os passarinhos comem pedaços de maçã que coloquei na praça da alimentação deles,com direito a piscina e tudo.
Quando a chuva chegar, o que está negro, esturricado, vai brotar, explodir novamente em vida!
Lição de impermanência e permanência.O que realmente existe "não foi criado e portanto não pode ser destruido".
O joão de barro canta concordando. Bom dia.
Escrito por tania quaresma às 07h11
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continuação do texto de 1969...
Aí entra o palhaço: cambalhotas, piadas, rosto pintado com sorriso permanente.
As cenas são as mesmas de tanto tempo atrás. Não é o circo que muda e sim o mundo que se transforma dia a dia, fazendo o robô tomar o lugar do palhaço e o astronauta, o do trapezista.
Não é preciso consultar o ibope para ver que o circo, aquele que provocava filas enormes por onde passava , que tentava a molecada a entrar por baixo do pano, já nem inspira canções.
Os filmes de bangue - bangue da televisão são menos trabalhosos para os pais, que precisam trabalhar a semana inteira e que, no domingo, querem se esticar na poltrona ao lado dos filhos e consumir os sorrisos industrializados.
Mas a charanga ainda toca e apela aos saudosistas, pois são eles que alimentam essa peça do passado, que destoa da paisagem industrial das grandes cidades.
Só há um meio de sobrevivência: seguir para as cidades do interior, onde os edifícios ainda não ocuparam todos os terrenos baldios e as pessoas ainda têm tempo de bater palmas com vontade.
O progresso corre e o circo já está velho e cansado. Nessa corrida, vence aquele que pode se alimentar melhor.
O trapezista tenta ingressar na tv, os filhos dos artistas do circo já freqüentam muitos deles, escolas nos lugares por onde passam.. É a preocupação pelo futuro. Certamente eles não terão mais essa vida de viajantes: serão bancários, balconistas, atores de novelas, políticos... Qualquer coisa que faça parte da engrenagem e que não seja apenas, um querer ser sem sucesso.
Quando publiquei esse texto no Correio da Manhã (Rio de Janeiro), em setembro de 1969, tinha 19 anos, era fotógrafa e adorava escrever. Desistí porque achava que tinha que viver muito ainda, pra ter o que dizer. Hoje, depois de viver um tantão, vejo que o que realmente vale, é indizível... Mesmo assim, gosto de acariciar palavras.
Escrito por tania quaresma às 20h19
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texto de 1969...
VAI ACABAR A BRINCADEIRA
A chuva molha o picadeiro. É o circo que recebe a realidade pelos buracos da lona.
Mesmo assim, o espetáculo continua, numa luta desigual contra os outros meios de comunicação.
Nesse mundo, onde felicidade se compra a cada instante, o circo está morrendo por não ter comerciais.
VAI COMEÇAR A BRINCADEIRA
A bandinha toca uma música com som de saudade e ela aparece para anunciar num francês de livro de bolso, que “vai começar a brincadeira”.
Já não é bailarina nem trapezista. Seu rosto, inteiramente transformado pela plástica, ensaia um sorriso inexpressivo.
Quarenta e cinco anos de vida de circo. Nasceu, viveu e morre aos poucos nessa casa de lona, que busca um lugar entre prédios e bares, para mostrar a alegria que não tem.
Já girou no trapézio e arrancou aplausos da multidão, mas o tempo não perdoa e muito menos o empresário. Sua carreira terminou e agora, anuncia malabaristas e palhaços, elefantes e macacos, num entusiasmo fictício.
E entra o malabarista, jogando para o alto bolas, arcos e pedaços de ilusão, enquanto a música tenta criar um clima de suspense.
Numa cadeira especial, o empresário torce as mãos , preocupado. A “casa” está vazia e a renda será pequena.
Chegou a hora de fazer girar todos os pratos ao mesmo tempo. O malabarista corre de cá para lá, mas mesmo assim cai um prato, e com ele sua segurança de novo contrato.
A criançada acha graça e comenta que sabe fazer igual.
Escrito por tania quaresma às 20h13
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criando novos hábitos
2 de setembro de 2004
Grandes coisas são mais fáceis de fazer do que as pequenas, como incorporar novos hábitos ao nosso cotidiano.
Na verdade, comecei a escrever aquí por estar com muita energia e com isso, acabava falando muito. Não quero abusar da paciência dos amigos. Melhor transformar em texto tanto sentimento que teima em saltar para o mundo sob a forma de palavras.
Aquí, só entra quem quer. Fica mais tranquilo. É uma espécie de manifesto escancarista o que pretendo fazer, já que parte de mim ainda é muito exibida. Só imagens não bastam.
Não dá para escrever mais agora. Tenho que terminar um vídeo sobre Josué de Casto para ser entregue na sexta.
Fiquei apaixonada por esse homem, que tratou do tema Fome de forma profunda, firme e poética. Com mais tempo, volto a falar sobre êle.
Gostei de saber que alguem leu o que ando escrevendo. É bom partilhar. Obrigada pelas mensagens. Alguém dedicar algum tempo a outro alguém, é o que há de mais precioso...
Escrito por tania quaresma às 07h01
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blogando pela segunda vez...
Anos e anos como ONG...
Chega! Agora praticando ser ING( indivíduo não governamental).
Pouco tempo para escrever, então, lá vai uma letra de música que me veio anos atrás:
Sonhei, sonhei com uma pantera cor de mel
que vinda do horizonte se atirava sobre mim,
E eu, e eu, paralisada de terror
naquele mesmo instante lhe entreguei o meu amor.
A fera encantada penetrou em nosso olhar
o medo esquecido foi rolando pelo chão
agora não sabemos quem é ela quem sou eu
acordo bate só um coração.
Sonhar,sonhar é penetrar a escuridão
e ver, e ver todo o universo desfilar.
É ser, é ser
bem mais que eu ou que a razão
nadar no céu, voar nas asas de um dragão
pulsar,pulsar e em vida eterna explodir
solver,solver e novamente coagular
serpente,gente, movimento circular
magia, alquimia, despertar.
Escrito por tania quaresma às 07h52
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vida e morte
"O assunto da vida e da morte é o mais importante de todos.
O mundo é impermanente e o tempo passa rapidamente.
Não desperdice sua vida em vão".
"O Mestre na arte da vida faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele dificilmente sabe distinguir um espaço do outro. Ele simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultâneamente."
Só me ocorrem esses dois textos zen para iniciar a viagem...
Escrito por tania quaresma às 21h04
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